Theresa
Guichard Amayo Brasini, nasceu em Belém do Pará, no dia 13 de julho de 1933.
Oriunda de uma família galo-peruana, iniciou sua carreira nos palcos no Rio de
Janeiro, pelas mãos de Dulcina de Moraes, em 1950.
Atuou
pela primeira vez numa peça chamada “As Meninas Barranco”, ao lado de
Conchita de Moraes, mãe de Dulcina. Em seguida, foi convidada pela
prestigiada Companhia Dulcina-Odilon para fazer a personagem Irene, na peça do
mesmo nome, de Pedro Bloch, que estreou no Rio de Janeiro e fez grande sucesso
em Portugal.
Depois
vieram “As Bruxas já foram Meninas” e diversas peças da Companhia Artistas
Unidos, como “A Cegonha se Diverte”, “Um Cravo Na Lapela”, “Mulheres Feias”, “Daqui
não Saio” e “É do Amor que se Trata”.
Já
casada com Mário Brasini, ator, autor,
diretor, produtor e inventor do ponto eletrônico, fundaram a Cia. Permanente de Brasília, tendo
Theresa participado de produções como “Um
Raio de Sol”, “Divórcio”, “O Noviço” e “O Rapto das Cebolinhas”.
Nos
anos 1960, integra o elenco de “Seis Personagens à Procura de Um Autor”, de
Pirandello, da Cia. Tônia Carrero – Paulo Autran, com a qual fazem várias
apresentações novamente em Portugal.
Depois
de “As Inocentes do Leblon”, “A Teia de Aranha” e “Um Vizinho em Nossas Vidas”,
da Cia. Amayo – Brasini, vieram “Pequenos Burgueses” e “A Guerra Mais ou Menos
Santa”, que inaugurou o Teatro Princesa Isabel no Rio de Janeiro. Dos anos 2000
destacam-se “A Moratória”, de Jorge Andrade, “Liberdade para as Borboletas”, de
Gershe, “A Vida É Uma Ópera”, de Jandira Martini e “A Garota do Biquini
Vermelho”, de Artur Xexeo. Na década seguinte, participou de “As Eruditas” e “Tricotando”.
Na
televisão, o início foi em 1953 e estrelou programas de teleteatros clássicos,
como “Teatrinho Trol”, “Câmera Um” e “Histórias do Teatro Universal”. Foi também,
uma das primeiras contratadas da TV Globo e estrelou as novelas “O Rei dos
Ciganos”, “A Rainha Louca”, “Sangue e Areia”, “Passos dos Ventos” e “A Última
Valsa”, nos anos 1960. Depois de uma grande decepção na carreira e um período
longe da televisão, voltou em 1975 em “Pecado Capital”, novela que substituiu a
versão proibida pela censura de “Roque Santeiro”, na qual interpretava o papel
de Mocinha, interpretado por Lucinha Lins na versão de 1985. Vieram depois
papéis de destaque em “Gina”, também na TV Globo e “O Espantalho”, na TVS. A
partir dos anos 1980 sua carreira na televisão perdeu tração, atuando em
teleteatros e participações especiais em novelas, seriados, minisséries e
programas humorísticos.
No
cinema, seus principais trabalhos foram nos anos 1950, a maioria deles dirigida
por Eurides Ramos, como “Perdidos de Amor”, “Na Corda bamba”, “O Barbeiro que
se Vira”, “O Camelô da Rua Larga”, “Eu Sou o Tal” e o “Fuzileiro do Amor”.
Também se destaca sua participação no filme “O
Diamante”, de Anselmo Duarte. Em 2019 foi premiada como melhor atriz por sua
atuação no filme “Dulcina”, pelo Festival de Cinema Brasileiro de Brasília.
Theresa Amayo e Mario Brasini tiveram 3 filhos. No dia 26 de
dezembro de 2004, Theresa Amayo viveu uma grande tragédia quando no Tsunami
ocorrido no sudeste Asiático morreram sua filha, a diplomata Lys Amayo, seu
neto Gianluca e seu genro Antônio D`Avola.
A
atriz paraense, formada também em psicologia, morreu aos 88 anos, em sua casa, no
dia 24 de janeiro de 2022, vítima de um câncer, encerrando uma carreira de
grandes êxitos na televisão, no cinema e no teatro.
Na vida e na carreira experimentou perdas e decepções, mas sempre ergueu a cabeça e seguiu em frente, o que fez com que sua trajetória resultasse um saldo extraordináriamente positivo. Sua história é um exemplo de resiliência frente às adversidades e perdas irreparáveis, mas sem nunca desistir e nem deixar de brilhar. Uma mulher de fibra, uma estrela brilhante!
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| Theresa Amayo num poster da revista Contigo em 1975 |
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| Theresa Amayo num poster da revista Sétimo Céu em 1969 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Sétimo Céu em 1970 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Sétimo Céu em 1970 |
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| Theresa Amayo numa montagem de fotos feita pelo Juarez, que acompanha o blog e é fã da estrela. |
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| Theresa Amayo em 1975 |
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| Theresa Amayo na revista Sétimo Céu em 1975 |
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| Theresa Amayo na revista Sétimo Céu em 1975 |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo em 1966 na novela O Rei dos Ciganos |
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| Theresa Amayo em 1967 na novela Sangue e Areia |
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| Theresa Amayo em 1969 na novela A Última Valsa |
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| Theresa Amayo em 1977 na novela O Espantalho |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1977 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Amiga em 1975 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Amiga em 1975 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1975 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Sétimo Céu em 1975 |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo numa foto publicada na revista Amiga em 1974 |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo |
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| Theresa Amayo numa foto do jornal Folha de São Paulo em 1975 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Romântica em 1975 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1977 |
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| Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1977 quando estrelou a novela O Espantalho na TVS |
fotos - acervo de Orias Elias e José Henrique Uessler - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi, jornal Folha de São Paulo
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