domingo, 29 de abril de 2012

THERESA AMAYO A ESTRELA DO NORTE

Theresa Guichard Amayo Brasini, nasceu em Belém do Pará, no dia 13 de julho de 1933. Oriunda de uma família galo-peruana, iniciou sua carreira nos palcos no Rio de Janeiro, pelas mãos de Dulcina de Moraes, em 1950.

Atuou pela primeira vez numa peça chamada “As Meninas Barranco”,  ao lado de  Conchita de Moraes, mãe de Dulcina. Em seguida, foi convidada pela prestigiada Companhia Dulcina-Odilon para fazer a personagem Irene, na peça do mesmo nome, de Pedro Bloch, que estreou no Rio de Janeiro e fez grande sucesso em Portugal.

Depois vieram “As Bruxas já foram Meninas” e diversas peças da Companhia Artistas Unidos, como “A Cegonha se Diverte”, “Um Cravo Na Lapela”, “Mulheres Feias”, “Daqui não Saio” e “É do Amor que se Trata”.

Já casada com Mário Brasini,  ator, autor, diretor, produtor e inventor do ponto eletrônico,  fundaram a Cia. Permanente de Brasília, tendo Theresa  participado de produções como “Um Raio de Sol”, “Divórcio”, “O Noviço” e “O Rapto das Cebolinhas”.

Nos anos 1960, integra o elenco de “Seis Personagens à Procura de Um Autor”, de Pirandello, da Cia. Tônia Carrero – Paulo Autran, com a qual fazem várias apresentações novamente em Portugal.

Depois de “As Inocentes do Leblon”, “A Teia de Aranha” e “Um Vizinho em Nossas Vidas”, da Cia. Amayo – Brasini, vieram “Pequenos Burgueses” e “A Guerra Mais ou Menos Santa”, que inaugurou o Teatro Princesa Isabel no Rio de Janeiro. Dos anos 2000 destacam-se “A Moratória”, de Jorge Andrade, “Liberdade para as Borboletas”, de Gershe, “A Vida É Uma Ópera”, de Jandira Martini e “A Garota do Biquini Vermelho”, de Artur Xexeo. Na década seguinte, participou de “As Eruditas” e “Tricotando”.

Na televisão, o início foi em 1953 e estrelou programas de teleteatros clássicos, como “Teatrinho Trol”, “Câmera Um” e “Histórias do Teatro Universal”. Foi também, uma das primeiras contratadas da TV Globo e estrelou as novelas “O Rei dos Ciganos”, “A Rainha Louca”, “Sangue e Areia”, “Passos dos Ventos” e “A Última Valsa”, nos anos 1960. Depois de uma grande decepção na carreira e um período longe da televisão, voltou em 1975 em “Pecado Capital”, novela que substituiu a versão proibida pela censura de “Roque Santeiro”, na qual interpretava o papel de Mocinha, interpretado por Lucinha Lins na versão de 1985. Vieram depois papéis de destaque em “Gina”, também na TV Globo e “O Espantalho”, na TVS. A partir dos anos 1980 sua carreira na televisão perdeu tração, atuando em teleteatros e participações especiais em novelas, seriados, minisséries e programas humorísticos.   

No cinema, seus principais trabalhos foram nos anos 1950, a maioria deles dirigida por Eurides Ramos, como “Perdidos de Amor”, “Na Corda bamba”, “O Barbeiro que se Vira”, “O Camelô da Rua Larga”, “Eu Sou o Tal” e o “Fuzileiro do Amor”. Também se destaca sua participação no filme   “O Diamante”, de Anselmo Duarte. Em 2019 foi premiada como melhor atriz por sua atuação no filme “Dulcina”, pelo Festival de Cinema Brasileiro de Brasília.

Theresa Amayo e Mario Brasini tiveram 3 filhos. No dia 26 de dezembro de 2004, Theresa Amayo viveu uma grande tragédia quando no Tsunami ocorrido no sudeste Asiático morreram sua filha, a diplomata Lys Amayo, seu neto Gianluca e seu genro Antônio D`Avola.

A atriz paraense, formada também em psicologia, morreu aos 88 anos, em sua casa, no dia 24 de janeiro de 2022, vítima de um câncer, encerrando uma carreira de grandes êxitos na televisão, no cinema e no teatro.  


Na vida e na carreira experimentou perdas e decepções, mas sempre ergueu a cabeça e seguiu em frente, o que fez com que sua trajetória resultasse um saldo extraordináriamente positivo. Sua história é um exemplo de resiliência frente às adversidades e perdas irreparáveis, mas sem nunca desistir e nem deixar de brilhar. Uma mulher de fibra, uma estrela brilhante!   

Theresa Amayo num poster da revista Contigo em 1975

Theresa Amayo num poster da revista Sétimo Céu em 1969

Theresa Amayo numa foto da revista Sétimo Céu em 1970

Theresa Amayo numa foto da revista Sétimo Céu em 1970

Theresa Amayo numa montagem de fotos feita pelo Juarez, que acompanha o blog e é fã da estrela.

Theresa Amayo em 1975

Theresa Amayo na revista Sétimo Céu em 1975

Theresa Amayo na revista Sétimo Céu em 1975

Theresa Amayo 

Theresa Amayo 

Theresa Amayo 

Theresa Amayo 
Theresa Amayo 

Theresa Amayo 

Theresa Amayo em 1966 na novela  O Rei dos Ciganos 

Theresa Amayo em 1967 na novela  Sangue e Areia 

Theresa Amayo em 1969 na novela  A Última Valsa 

Theresa Amayo em 1977 na novela O Espantalho 

Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1977

Theresa Amayo numa foto da revista Amiga em 1975

Theresa Amayo numa foto da revista Amiga em 1975

Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1975

Theresa Amayo numa foto da revista Sétimo Céu em 1975
Theresa Amayo 
Theresa Amayo 

Theresa Amayo 

Theresa Amayo numa foto publicada na revista Amiga em 1974
Theresa Amayo 
Theresa Amayo 

Theresa Amayo 

Theresa Amayo 

Theresa Amayo numa foto do jornal Folha de São Paulo em 1975

Theresa Amayo numa foto da revista Romântica em 1975

Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1977

Theresa Amayo numa foto da revista Contigo em 1977 quando estrelou a novela O Espantalho na TVS

Theresa Amayo 

Theresa Amayo 


Theresa Amayo

Theresa Amayo

Theresa Amayo numa foto da revista Romântica em 1977

Theresa Amayo em Pecado Capital   

Theresa Amayo

Theresa Amayo

Theresa Amayo 

Theresa Amayo 














 Veja também a postagem:


fotos - acervo de Orias Elias e José Henrique Uessler - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi, jornal Folha de São Paulo

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