quinta-feira, 27 de junho de 2013

PAULO GRACINDO O BEM AMADO

Paulo Gracindo, cujo nome verdadeiro era Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de julho de 1911, mas ainda bebê foi morar em Maceió (AL). Aos 20 anos voltou para o Rio, disposto a seguir sua carreira de ator. Atuou em diversas Companhias de Teatro da época, como Cia Alda Garrido, Cia Procópio Ferreira, Dulcina de Morais  e outras. Bonito e talentoso e com fama de grande amante, era bastante cobiçado pelas estrelas das Cias e não negava fogo, tendo enfrentado muitos problemas com maridos e amantes das estrelas. Chegou a morar com a atriz Elza Gomes.
Do teatro foi para o Rádio, mais especificamente a Rádio Nacional, onde se tornou o primeiro radioator da emissora, fazendo muito sucesso nas radionovelas, como na versão radiofônica de O Direito de Nascer, onde foi o Albertinho Limonta. Era também um prestigiado apresentador de programas de auditório e programas de humor.

Na televisão sua primeira aparição foi na novela A Morta sem Espelho, na TV Rio em 1963, mas só em 1967, com sua ida para a TV Globo que Paulo Gracindo começou a atuar mais efetivamente na televisão. Depois de atuar em algumas novelas, desencantado com o estilo capa-e-espada das mesmas, migrou para a linha de shows, atuando no quadro Primo Rico, Primo Pobre do programa Balança Mas Não Cai, um grande sucesso. Nos anos 1970 voltou às novelas e ao assumir o papel de Tucão, um simpático  bicheiro na novela Bandeira 2, de Dias Gomes, em 1972, foi alçado ao primeiro escalão da emissora. No ano seguinte viveria aquele que seria seu maior sucesso: o corrupto prefeito Odorico Paraguassú da novela O Bem Amado. Os Osssos do Barão, de Jorge Andrade, O Casarão de Lauro César Muniz e Gabriela, de Walter George Durst foram outros grandes sucessos do ator na sua década de ouro. Nos anos 1980 atuou no seriado O Bem Amado, repetindo o sucesso da novela. Na mesma década ainda fez papéis de destaque em Roque Santeiro, Hipertensão e Rainha da Sucata, mas sem a mesma repercussão dos trabalhos da década anterior.

No cinema Paulo Gracindo também marcou presença em muitos filmes, especialmente os clássicos Terra em Transe (Glauber Rocha), A Falecida (Leon Hirszman) e Tudo Bem (Arnaldo Jabor).

Paulo Gracindo morreu em 4 de setembro de 1995, aos 84 anos de idade, deixando um formidável legado artístico. Poucos artistas representaram tanto para seu povo como ele. Segundo suas próprias palavras, “é preciso amar sua profissão com o fervor de um médico a seu doente, de um padre a seu fiel, de um cão ao seu dono”.  Paulo Gracindo amou sua arte acima de tudo e nunca se deixou levar pela vaidade e pelo vedetismo. Seguia uma máxima de Tchecov: “ame a arte em você e nunca você na arte”.  Grande Paulo Gracindo!

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 


Paulo Gracindo no programa Balança mas Não Cai 
Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo na novela  O Cafona 
Paulo Gracindo 
Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 


Paulo Gracindo na novela O Bem Amado 

Paulo Gracindo na novela Bandeira 2

Paulo Gracindo na novela Bandeira 2

Paulo Gracindo na novela O Bem Amado
Paulo Gracindo na novela Gabriela 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo 

Paulo Gracindo em Bandeira 2, O Bem Amado e Os Ossos do Barão

Paulo Gracindo em Os Ossos do Barão, O Bem Amado e Bandeira 2 


Paulo Gracindo em Gabriela
Brandão Filho, Paulo Gracindo, Ziembinski e Mário Lago. Quatro símbolos nacionais
Paulo Gracindo e Gracindo Júnior em 1975

Paulo Gracindo, sua mulher Dona Dulce e a filha mais velha do casal

Paulo Gracindo com sua mulher Dona Dulce e o filho Gracindo Jr. bebê

Paulo Gracindo com os filhos pequenos
Paulo Gracindo em família
Paulo Gracindo num álbum da revista Romântica

Paulo Gracindo num álbum da Rio Gráfica Editora 

Paulo Gracindo num álbum da revista Romântica

Paulo Gracindo num álbum da revista Romântica
Paulo Gracindo

Paulo Gracindo no álbum da Novela Vamp editado pela Rio Gráfica Editora
Paulo Gracindo no álbum da Novela Os Ossos do Barão publicado na revista Capricho 
Paulo Gracindo em O Bem Amado. Inesquecível.

Paulo Gracindo em Bandeira 2. Sucesso absoluto

Paulo Gracindo em O Bem Amado 

Paulo Gracindo em Bandeira 2 

Paulo Gracindo  

Paulo Gracindo em O Bem Amado 

Paulo Gracindo   

Paulo Gracindo conservando o físico do jovem galã que encantou as estrelas na juventude

Paulo Gracindo  

Paulo Gracindo em Os Ossos do Barão. Adorável
Paulo Gracindo em Os Ossos do Barão

Paulo Gracindo e Gracindo Jr. 
Paulo Gracindo
Paulo Gracindo

Paulo Gracindo com Ângela Maria 

Paulo Gracindo com Emilinha Borba 

Paulo Gracindo com Emilinha Borba
Paulo Gracindo com Emilinha Borba

Paulo Gracindo  
Paulo Gracindo com Felipe Carone em Bandeira 2

Paulo Gracindo com os colegas de Bandeira 2 Miriam Pires, Felipe Carone, Elizangela, Stephan Nercessian e Ilka Soares

Paulo Gracindo com Ida Gomes, Dorinha Duval e Dirce Migliaccio em o Bem Amado

Paulo Gracindo com Carlos Eduardo Dolabella em O Bem Amado
Paulo Gracindo com Lima Duarte em O Bem Amado

Paulo Gracindo em O Bem Amado
Jardel Filho e Paulo Gracindo em O Bem Amado

Paulo Gracindo com Dina Sfat, José Wilker e Lima Duarte em Os Ossos do Barão

Paulo Gracindo com Aracy Balabanian em O Casarão 

Paulo Gracindo com Aracy Balabanian em O Casarão

Paulo Gracindo com Yara Cortes em O Casarão

Paulo Gracindo com Yara Cortes em O Casarão

Paulo Gracindo com Yara Cortes em O Casarão
Paulo Gracindo com Cláudio Correia e Castro, Maria Zilda e Ary Fontoura em Hipertensão
Paulo Gracindo com Wanda Kosmo em Roque Santeiro

Paulo Gracindo em O Bem Amado
Paulo Gracindo em O Bem Amado

Paulo Gracindo com Beth Castro

Paulo Gracindo 
Paulo Gracindo 

Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias  (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), Capricho (Editora Abril), O Cruzeiro, Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, site TV Globo 

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