terça-feira, 14 de dezembro de 2021

VIRGÍNIA LANE A VEDETE DO BRASIL

 

Virgínia Giaccone nasceu em 28 de fevereiro de 1920 no Rio de Janeiro. Começou sua carreira como cantora no programa Garota Bibelô, na rádio Mayrink Veiga, pelas mãos do apresentador César Ladeira em 1935. Em 1943 foi contratada pelo legendário Cassino da Urca, atuando como como cantora e dançarina.

Teve seu primeiro disco lançado em 1946 pela gravadora Continental. Ao todo foram mais de 30 discos, quase todos de marchinhas de carnaval.

A estreia como vedete foi em 1948, sob a direção de Chianca de Garcia, na revista Um Milhão de Mulheres, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Tornou-se então a vedete mais famosa da Praça Tiradentes. Por 4 anos seguidos emplacou diversas revistas em parceria com o produtor Walter Pinto, e foi durante a temporada do espetáculo Seu Gegê, que Virgínia Lane recebeu o título de “A Vedete do Brasil”, dado pelo Presidente Getúlio Vargas.

Nesse período de sucesso, emplacou a célebre marchinha “Sassaricando”, lançada no espetáculo Eu Quero Sassaricá, que se transformou no maior sucesso do carnaval de 1952 e é até hoje cantada nos bailes de carnaval do Brasil.

No auge da febre do Teatro de Revista levou para a televisão o formato do teatro de variedades com o programa Espetáculos Tonelux, na TV Tupi carioca, dirigida por Mário Provenzano.

Virgínia Lane também fez sucesso no cinema, em 37 filmes, a maioria deles, produções da  Cinédia e da Atlântida, como Laranja da China, de Ruy Costa, em 1940 e Carnaval no Fogo, de Watson Macedo, em 1949. Suas participações eram principalmente em números musicais onde aparecia cantando seus sucessos e contracenando com Oscarito, Grande Otelo e Zé Trindade, entre outros grandes comediantes da época.

Virgínia Lane chegou ainda a montar sua própria companhia para levar o teatro de revista a diversas regiões do Brasil.

Na vida pessoal, foi casada duas vezes: a primeira em 1952 e a segunda em 1970 e, segundo contou em algumas entrevistas, teve um relacionamento amoroso durante 10 anos com o ex-presidente Getúlio Vargas, confessadamente um fã da grande vedete.

A despedida do gênero revista foi em 1972, na peça Pega no Ganzê e Bota no Ganzá. A partir dos anos 1970, participou de juris de programas de televisão, filmes e shows musicais. Sempre alegre e comunicativa, Virginia Lane recebeu diversas homenagens em vida, uma delas foi no último capítulo da novela Belíssima, em 2006, escrita por Silvio de Abreu, um de seus inúmeros fãs.

Ela era baixinha, com apenas 1 metro e 50 de altura e meio dentuça, mas tinha pernas perfeitas e compensou seus limites com sandálias de alta plataforma, muitas plumas e lantejoulas, maiôs super cavados, muita malícia e uma imensa alegria. A “Vedete do Brasil” morreu na tarde do dia 10 de fevereiro de 2014 de falência múltipla dos órgãos, aos 93 anos de idade. 






Virgínia Lane


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Virgínia Lane com Gilmara Sanches e Sílvio Santos

Virgínia Lane com o autor Silvio de Abreu
Virgínia Lane com o ator João Paulo Adour

Virgínia Lane com o jogador Osvaldo do Bangú em 1952



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Fotos - acervo de Orias Elias - revistas Amiga (Bloch Editores), Contigo (Editora Abril), Sétimo Céu (Bloch Editores), Romântica (Editora Vecchi), Melodias (Editora APA), Manchete (Bloch Editores), Cartaz (Rio Gráfica e Editora SA), Intervalo (Editora Abril), Ilusão (Editora Abril), O Cruzeiro (Diários Associados), Jornais Diário de São Paulo, Folha de São Paulo, Imprensa Oficial, Blog REVISTA AMIGA & NOVELAS (Césio Gaudereto), site TV Globo, Site Canal Viva, Cedoc (TV Globo), Banco de Conteúdos Culturais (www.bcc.org.br), sites diversos da Internet
















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